Glamazone citada entre as 20 baladas que marcaram história em Ribeirao Preto.


Saiu essa semana no Farofa Magazine, uma menção à Glamazone na matéria queridíssima sobre as baladas que marcaram história em Ribeirão Preto.

A mat√©ria aponta, no quarto lugar, o Samanea (foto) como point de grandes festas e eventos. A Glamazone foi a √ļnica citada, talvez por residir no local por 2 anos, a cada 5 semanas, at√© o seu fim em 2006. Ainda √© poss√≠vel reconhecer que a Glama (para os √≠ntimos) foi uma balada inesquec√≠vel (como era divulgado h√° mais de 10 anos!), pois marcou √©poca na primeira d√©cada deste s√©culo (anos 2000). A revista ainda lembra que a GLMZN foi criada para o p√ļblico LGBTQ, mas sabemos como os heterossexuais eram muito bem vindos tamb√©m ;)

Só não falaram que tinha fama de rave, que era temática e seus temas singulares inspiraram várias outras baladas que vieram em seguida! Mas quem sabe isso vai ser abordado em outra edição - vamos torcer, pois a revista é maravilhosa!

Voc√™ pode ler a mat√©ria aqui ou fazer o download da edi√ß√£o completa da revista neste link.

Os agradecimentos vão para todos os amigos e frequentadores que, com muito carinho, realmente tornaram essa festa inesquecível!

Parab√©ns √†s outras baladas citadas: the bar, splash (que tb j√° sediou glamazone), swingers, esta√ß√£o cultura, chatanooga, flerte, zoom, ge√≥rgia, paulist√Ęnia, bronze, por√£o, bar mania, cosmic bowling, barbatana... De alguma forma todos estes locais inspiraram a cria√ß√£o da Glamazone e deixam saudades entre todos que estiveram l√°.

#jásabia #glamazone #ribeiraopreto #balada #anos2000 #agradecimento #inesquecível #história #glmzn

Mestre but√Ęnes fala sobre a vis√£o do budismo a respeito da homossexualidade



Mestre but√Ęnes fala sobre a vis√£o do budismo a respeito da homossexualidadePor Reda√ß√£o RPA | 26 de agosto de 2015

Dzongsar Khyentse Rinpoche é um grande mestre butanês e nos presenteou com essa palestra maravilhosa que, apesar do principal tema ser homossexualidade e budismo, ele vai além, e fala de igualdade de gêneros e até bate um papo diretamente com os pais sobre aceitação e educação.

De forma descontraída e leve, são 7 minutos de pura inspiração e verdades, que aliás é sobre o que o mestre mais fala. Que no budismo é sobre a busca da verdade, mas que por motivos culturais, deturpamos uma série de coisas, incluindo escolha de orientação sexual, que ele afirma, não tem nada de errado.

Até diz que é possível que lésbicas achem primeiro a iluminação, antes de outras pessoas.

“Sabem, voc√™s n√£o podem considerar isso uma doen√ßa ou que √© errado. Algumas pessoas gostam de queijo cottage outras de queijo sui√ßo. √Č apenas isso. √Č a mesma coisa. E ainda h√° algumas pessoas que gostam dos dois”, diz francamente o mestre.

fontes aqui e aqui

Multishow passa a transmitir RuPaul's Drag Race dublado e o resultado é BABADO!


Conhe√ßa a vers√£o dublada de express√Ķes cl√°ssicas de RuPaul

As express√Ķes de RuPaul, que j√° se tornaram cl√°ssicas no vocabul√°rio do reality show, foram dubladas com todo carinho. Curiosos? Ent√£o, confira!


√ĀUDIO ORIGINAL > DUBLADO

"Charisma, uniqueness, nerve, and talent" >  Carisma, originalidade, aud√°cia e talento

"Hello, hello, hello!" >  Ol√°, ol√°, ol√°!

"If you can't love yourself, how the hell you gonna love somebody else?" > Se voc√™ n√£o consegue se amar, como √© que vai amar outra pessoa? 

"Kill it on the catwalk or end it up fashion road kill" >  Arrasem na passarela ou o mundo da moda arrasar√° com voc√™s.

"Ladies, I've made my decision" >   Garotas, tomei uma decis√£o.

"May the best woman win" >  E que a melhor mulher ven√ßa!

"No T, no shade, no pink lemonade" > Vou te falar a verdade, sem querer ofender.

"Our queens were challenged…" >  Desafiamos as divas…

"Condragulations! You are the winner of this week's challenge" > Parab√©ns! Voc√™ √© a vencedora do desafio da semana! 

"Pit crew" >  Meninoooooos!

"She had already done had herses!" >  Ela j√° pegou o que era dela, colega!

"Sashay Away" > Sashay, pode ir.
"SED" > Só estou dizendo...

"Shantay, you stay" > Shantay, você fica.

"Sissy that walk" >  Andar como uma diva.

"Two queens stand before me" >   Duas divas est√£o na minha frente.

"You are up for elimination" > Você vai para a eliminação.

"You may join the other girls" >  Pode se juntar √†s garotas.

"Welcome, girls. I've made some decisions" > Bem-vindas, garotas. Tomei algumas decis√Ķes.

"Good luck! And don't f*** it up" > Boa sorte! E n√£o estraguem tudo.

"It's time to lip sync for your life" > Chegou a hora de vocês dublarem pelas suas vidas!

"Ladies, this is the last chance to impress me and save yourself from elimination" > Garotas, √© a √ļltima chance de me impressionarem e se salvarem da elimina√ß√£o.

"I'm sorry, my dear, but you're up for elimination" > Lamento, querida, mas você vai para a eliminação.

"Silence! I've made my decision!" > Silêncio! Eu já decidi.

"You're safe" >  Voc√™ est√° salva.

"When I call your name, please step forward" >  Quando eu disser o seu nome, d√™ um passo √† frente.

"It's time for the judges critiques" > Garotas, √© hora das cr√≠ticas do j√ļri. 

O programa passa toda segunda-feira √†s 23h30. IM-PER-D√ć-VEL!

fonte: Multishow

Graças a RuPaul, drag queens estão na moda

O famoso reality show 'RuPaul’s Drag Race' tem algo √ļnico: humanizar as drag, escancarando tanto o antes-depois da montagem como a biografia de indiv√≠duos reais
por Willian Vieira


A fila d√° volta no quarteir√£o em frente √† boate, onde dezenas de garotas e centenas de garotos – alguns travestidos dos p√©s √† cabe√ßa, outros s√≥ com peruca ou um arremedo de maquiagem – esperam a meia-noite, quando se abrir√£o as portas para o primeiro meet and greet em S√£o Paulo de uma das drag queens mais famosas do mundo. Dentro, h√° 120 f√£s ainda mais dedicados. Eles pagaram 150 reais por um momento com ela – 10 segundos, talvez 15, o tempo de um “oi”, um “I love you”, uma selfie, um “good bye”. Ali est√£o desde o menino barbado com vestido de chita a drags experientes, e meninos e meninas dando saltinhos como se esperassem o l√≠der de uma boy band. No centro das aten√ß√Ķes, sob o espocar dos flashes, com seus gigantescos √≥culos cor-de-rosa no rosto quadrado ultramaquiado, est√° a diva: Alaska.

Drag queens sempre cativaram um p√ļblico espec√≠fico no mundo da noite do gueto gay. Mas o zum-zum de celebridade em torno de Alaska reflete um fen√īmeno mais amplo, recente e com assinatura – no caso, a do criador de RuPaul’s Drag Race. Estreado em 2009, o reality show retrata at√© 14 candidatas se enfrentando em desafios art√≠sticos, como costurar vestidos tem√°ticos em horas, dan√ßar pe√ßas da Broadway sobre saltos 15, destruir as colegas em √°cidos stand-ups com plateia e cantar, desfilar, atuar e dublar em frente a implac√°veis jurados, tudo por um pr√™mio de 100 mil d√≥lares, um estoque “doentio” de maquiagem e a chance de ser lan√ßada ao estrelato. Tal f√≥rmula, com todos os elementos do show bizz, j√° explicaria por que o programa virou fen√īmeno, e n√£o s√≥ entre homossexuais – as mulheres s√£o as maiores f√£s.

Mas h√° algo mais, √ļnico, em jogo: a ideia de humanizar as drag queens, escancarando tanto o antes-depois da montagem como a biografia de indiv√≠duos reais. Quem √© a criatura de carne e osso por tr√°s de tanto pano e maquiagem, o ser humano fr√°gil escondido pela peruca? A resposta mostra-se no dia a dia dos desafios, nas confiss√Ķes, no choro diante dos relatos de pais que retomam o contato ap√≥s anos de desprezo, choro devidamente consolado pela veia psicanal√≠tica de “mamma Ru”. Nesse insepar√°vel interc√Ęmbio entre atua√ß√£o e vida real, entre ilus√£o de g√™nero e sexualidade, h√° um manancial √©tico e est√©tico nunca antes traduzido pelo entretenimento de massa – at√© que RuPaul, vision√°rio na arte e nas cifras, encontrasse seu lugar.

“Eu s√≥ fa√ßo o que sempre fiz, o resto do mundo √© que aderiu”, diz RuPaul. “Mas me fascina saber que outras pessoas se inspiram na minha experi√™ncia. H√° uma nova gera√ß√£o de queens fabulosas, corajosas e belas, que inspiram qualquer um com um sonho.” √Č um discurso bem maquiado, alternando pol√≠tica e glamour. Foi gra√ßas a ele e seu 1,93 metro de altura (sem salto) coberto poreleganza e stravaganza, que RuPaul virou a musa da gera√ß√£o em que o show bizz descobriu, e entendeu, o fen√īmeno drag.

√Č, como nunca, a vez delas. A s√©tima temporada de RuPaul’s Drag Race foi ao ar nos EUA h√° poucos dias e deve se juntar √†s outras seis dispon√≠veis no Netflix. Apenas no Brasil, na esteira do sucesso do reality, surgiu Glitter, vers√£o nordestina transmitida pela TV Di√°rio, de Fortaleza, e Academia de Drags, similar (levemente tosco) feito para o YouTube e apresentado por Silvetty Montilla, drag queen mais conhecida do Pa√≠s. E est√° em produ√ß√£o a webserie Drag-se, que retratar√° a rotina de drag queens cariocas. “Existe grande interesse por elas fora da noite, em sua vida cotidiana”, diz a produtora Bia Medeiros.

“Devido ao RuPaul, a gente tem tido mais espa√ßo para mostrar nosso trabalho”, diz Silvetty Montilla, que h√° duas d√©cadas vive dom√©tier. “E uma profiss√£o cada vez mais aceita.” Que o diga Tifanny Bradshaw, que, com metade da idade de Silvetty (que s√≥ Deus sabe qual √©), j√° se jacta de ser “drag profissional full time” h√° dois anos. “Meu maior orgulho √© poder viver do meu trabalho.” Pois “virou tend√™ncia”, diz Silvetty. “Menino, o que mais tem √© gente querendo virar drag.”

Elas nunca tiveram tanta exposi√ß√£o positiva. E nunca ganharam t√£o bem por sua arte. Hoje, muitas deixam os realities para virar cantoras, DJs, apresentadoras – fazem parte de uma engrenagem econ√īmica pr√≥pria. Alaska √© s√≠mbolo disso. Nem sequer ganhou a disputa, mas estourou. Tanto que foram as mensagens de f√£s que levaram o produtor Leo Polo a traz√™-la ao Brasil, assim como outras drags do programa, para turn√™s em v√°rias capitais. “O sucesso √© garantido, todo mundo ama”, diz Polo, suando em bicas no evento de Alaska.

√Ä 1 da madrugada, ao som de She’s a Maniac, chega a vez de um casal sui generis: um rapaz de t√™nis, bermuda e √≥culos e outro com vestido florido de chita, cachinhos, salto e barba. “Foi meu presente de anivers√°rio pra ele”, diz o t√©cnico de som Cairo Braga, 25 anos, mostrando a selfie com Alaska no celular. Inspirado por ela, ele tem se “montado” h√° dois meses. “Me d√° uma sensa√ß√£o de liberdade ser outra pessoa em p√ļblico” – algo transgressor, completa seu companheiro, o professor Theo Maluf. “Eu detesto reality shows, mas esse tem um componente pol√≠tico. Ele d√° um espa√ßo in√©dito a um universo que estava dormente.”

Quando RuPaul Andre Charles nasceu, em 1960, n√£o havia sequer ocorrido o embate de Stonewall, quando gays enfrentaram a pol√≠cia nova-iorquina por seus direitos. Ap√≥s uma carreira em clubes seguida por apari√ß√Ķes na tev√™, RuPaul ganhou fama com singles de house e estrelou uma campanha de cosm√©ticos – foi a “primeira modelo drag queen”. Mas nada o al√ßou √† fama como o reality com seu nome. Hoje, em tempos de direitos gays em ascens√£o, Ru virou uma esp√©cie de embaixador do mundo drag. “Eu fa√ßo drag h√° 33 anos, ent√£o conquistei a responsabilidade”, diz.

A responsabilidade √© real. “O reality, ao destacar as drags em suas especificidades e dificuldades, possibilita a constru√ß√£o de uma autoimagem positiva, contrapondo-se ao discurso heteronormativo que estigmatiza a exist√™ncia drag”, diz o soci√≥logo Emerson Pessoa, da Universidade Federal de Roraima. Por meio desses programas, um p√ļblico mais amplo tem acesso a algo al√©m do estere√≥tipo. Pois drag n√£o √© apenas sexualidade ou g√™nero, mas performance, diz a professora Anna Paula Vencato, do Grupo de Pesquisa em Diferen√ßas, G√™nero e Sexualidade da UFSCar. “Fazer drag √© tamb√©m uma profiss√£o, especificidade que as torna diferentes de outras identidades como travestis, transexuais ou cross-dressers.”

Ao martelar frases de efeito (if you can’t love yourself, how the hell you gonna love somebody else), fazer libelos contra a opress√£o e mostrar hist√≥rias de vida, al√©m de dar vaz√£o √† criatividade do transformismo, RuPaul tem propalado a cultura drag mundo afora. Aos poucos, o drag sai do gueto. Da√≠ uma menina viajar 12 horas para encontrar uma drag. “Alaska tem uma arte incr√≠vel”, diz, minutos ap√≥s a selfie, a estudante Sam Schimitd, 21 anos. Ao lado, Denise Carrato, mesma idade, confessa: “Aprendi a fazer maquiagem com elas”.

Enquanto retoca o batom em frente ao espelho, a diva, agora cansada, s√≥ de suti√£ e calcinha, beberica uma Brahma sem √°lcool e reflete. “A recep√ß√£o foi linda”, diz, prestes a colar uma fita isolante na bochecha. O que achou ao ver tantos jovens inspirados por ela? “Recebo muitas mensagens de f√£s brasileiros, mas n√£o imaginava isso. √Č lindo saber que voc√™ pode incentivar algu√©m a fazer o que quer da vida sendo voc√™ mesmo.” E conclui. “O que me inspira s√£o essas queens brasileiras. Esse bate-cabelo que eu vi no palco? Uau, eu amo! Isso √© arte.”

fonte: Carta Capital




Aqui no Brasil, o Netflix exibe o programa oficial. Mas no blog do FUZZCO (http://fuzzco.blogspot.com.br/) é possível encontrar a programação completa, além de extras como Untucked (que mostra os bastidores da passarela), quadros especiais de drag queens que passaram pelo programa, webseries, discografias e outras referências além da sétima temporada, que está sendo exibida no momento. Vale MUITO a pena conferir ;)


primeira temporada
segunda temporada
terceira temporada
quarta temporada
all stars
quinta temporada
sexta temporada

sétima temporada

Pop Posts